domingo, 11 de dezembro de 2016

Texto de abertura: Poparte Latina

Figura 1: Soda Latina
Fonte: Elaborada pelo autor 

A experimentação como forma de produção em ambientes educacionais pode sustentar novos caminhos interativos que indicarão territórios em meio ao caos de fronteiras que vive a humanidade, em aspectos múltiplos. As linguagens destas construções podem se interpor como forma de significar à construção e às opções de leitura. 

Estas fronteiras podem ser observadas em situações de ação e intenção em relação ao cotidiano e aos significados que utilizamos para nosso fazer, ser e estar: saudável e maléfico, ter ou ser, curar ou remediar, presencial ou mediado, real ou virtual. No entanto, a mutação que sofrem e sua velocidade dependem de cadeias de ações que hoje certamente não poderemos controlar, tamanha a diversidade de ações e reações que a própria cultura criou em processos de constante eferverscência, desde sempre, as partículas desta água (cultura) estão postas ao fogo e agora tornam-se cada vez mais agitadas. 

"O texto viabiliza o refazer a partir do outro (Hardagh, 2003), pois tanto no fazer coletivo como no fazer individual a publicação contribui para as duas faces do porque garante que o texto seja significado por meio dos processos de comunicação mediada disponíveis na contemporaneidade: o texto digital e o hipertexto potencializam processos de produção. 

No entanto, o fazer significativo parte da problemática, ou deveria seguir este conceito. Pergunta-se o motivo deste fazer para que o objetivo seja claro em relação ao objeto, por exemplo: tratarei de imagens coletadas por mim durante viagens "culturais" no ano de dois mil e dezesseis (2016) nas seguintes cidades: Brumadinho (Inhotim), Mariana, Ouro Preto, Belo Horizonte, Santiago, São Paulo, Valparaiso, Vinã del Mar, Cusco, Machu Picchu e Ollantaytambo.

A problemática está concentrada em analisar os contextos de arquivos destas cidades, ou seja, se apresentam artefatos que contam ou preservam partes de suas histórias e ao mesmo tempo criar caminhos para divulgar estes trajetos com apoio didático tecnológico e por fim utilizar uma linguagem que não transmita ao leitor a fotografia (arquivo) puro e sim utilizando a inspiração na Pop Art para compor poética sem oferecer o "spoiler" (contar o final), pois o leitor pode ter o desejo de visitar e pesquisar estes arquivos. 

No entanto, a problemática não se resume ao fazer dos estudos realizados neste semestre no Programa de Pós-graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie envolvento a Arte, a História da Cultura e a Tecnologia Educacional, mas também no uso social deste artefato que será indicado para o fazer de alunos dos quartos e quintos anos do Ensino Fundamental Anos Iniciais. O projeto indicará a utilização de registros fotográficos realizados pelos alunos para observação e transformação de arquivos históricos presentes em seu cotidiano ou em viagens realizadas como forma de produção de mensagens sobre o consumo e a importância da preservação da identidade de sua cultura, com apoio das tecnologias educacionais e da linguagem inspirada na Pop Art. 

Outro fator que me intrigou neste contexto foi o fato da "timeline" de uma de minhas redes sociais suprimir os arquivos das fotografias que registrei destes lugares de maneira muito veloz, como se os "pixels" gerassem arquivos validos por seis ou setes postagens, fato que contrapõem ao hábito que tenho de visitar a caixa de fotografias e objetos da história de minha família. Foi muito dificultoso revisitar estas imagens, buscá-las na linha do tempo pois só a nuvem as arquivou, uma vez que os celulares possuem capacidade restrita de memória, mesmo com sessenta e quatro "gigabyte".

A intenção é que ao revisitar as imagens tenhamos motivos para refletir e tencionar a memória, e quem sabe construir registros para a História, pois, assim como, a forma de estudar está nos indicando novos caminhos com apoio da tecnologia a forma de ler a História não está estática ao mundo dinâmico e a Arte pode nos permitir ir além no propósito do como dizer.  Por fim, da importância de consumo da cultura de nossa gente e da valorização da América Latina como produto de turismo cultural (acrescentarei o Uruguai em janeiro de 2017). 

O projeto será apresentado em formato digital por meio deste blog, com vídeo de abertura para mensagem mais ampla e com um artigo que será inscrito em congresso internacional de educação, além da utilização em reuniões de formação de professores nas redes públicas de ensino do Brasil.

A leitura está disposta nas páginas ao lado deste blog, por categoria e tema. O embasamento teórico com o referêncial bibliográfico indicado está em página específica com este nome. 

Vale ressaltar que o conteúdo é indicado aos professores e leitores adultos. Qualquer exposição aos alunos não é indicada e o artefato servirá como fonte de inspiração para construções entre professores e alunos. 

"Gracias", Obrigado!

Figura 2: Neruda y Leandro
Fonte: Elaborada pelo autor

  

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